Desejos

Apesar da profusão de temas e inegável abundância de casos tenho-me abstido de escrever no desejo que a acalmia chegasse.

Mas receio que o estilo e retórica truculenta manter-se-ão por mais algum tempo. Tende a ser assim quando o mote é dado. Por esse facto serei parco nas palavras mas deixo a promessa que em breve regressarei quando o mar estiver de feição.

É normal que a crispação aumentasse pelo facto de estarmos a viver uma situação nova, o que já não será é manter este clima por muito mais tempo.

Para além da espuma dos dias, em relação a certos pontos creio já se poder fazer a destrinça e atribuir-lhes alguma solidez.

Os partidos mais à esquerda do PS não se irão remeter a partidos de protesto e este não terá que se coligar com a direita para governar. A curto prazo haverá maiorias de esquerda ou de direita.

A longo prazo, haverá tendencialmente cada vez mais partidos e maior representação parlamentar o que obrigará a que as maiorias absolutas tendam a desaparecer. O centro será reocupado ou pelos partidos existentes ou por novos que sejam criados. Não há vazios de poder. Os governos serão constituídos por mais do que um partido e não necessariamente do mesmo espectro político.

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