Uma mão cheia de nada

O grande combate, o jogo do ano foi muito pouco conclusivo para quem estivesse ainda indeciso.

O jogo foi morno e os oponentes ou chutavam para canto ou entravam à “Sócrates” e os moderadores empobreceram ainda mais o jogo ao tentarem eles próprios jogar, preocupados em ficar com o seu quinhão de tempo e defender as cores dos seus canais.

Todos os temas importantes a nível internacional, Europa, dívida, refugiados não foram sequer aflorados. E os que foram, de carácter nacional, apesar de serem falados não foram realmente discutidos, o plafonamento das pensões não foi devidamente explicado por nenhum dos candidatos a primeiro-ministro.

Ou lemos os programas dos partidos e fazemos figas para que sejam cumpridos, ou fazemos os questionários que agora surgem com perguntas específicas sobre determinados temas e questões, para se em caso de dúvida, perceber em que campo nos situamos.

Não vou sugerir atirar moeda ao ar porque estas eleições são demasiado importantes, para depender da sorte, e já são muitos os factores externos que poderão vir a influenciar mais tarde o desenrolar da próxima legislatura. Para além de que as moedas têm estado a mingar.

2 thoughts on “Uma mão cheia de nada

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *